4ª edição, em 2 de dezembro, em São Paulo, terá curadoria orientada por seis pilares estratégicos e colocará no centro do debate incrementalidade, omnicanalidade, in-store, inteligência artificial, governança, maturidade e novos modelos de negócio.
São Paulo, 07 de outubro de 2026 – O crescimento de Retail Media abre uma nova etapa para o mercado brasileiro. Depois de um ciclo marcado pela expansão das redes, criação de inventário, desenvolvimento de plataformas e aproximação entre varejistas e anunciantes, a discussão começa a migrar de “quanto Retail Media cresce” para “quanto crescimento adicional Retail Media efetivamente produz”.
É a partir dessa mudança de perspectiva que será realizada, no dia 2 de dezembro de 2026, no Hotel Nacional Inn, em São Paulo, a 4ª edição do Retail Media Show – RM Show 2026.
Com o conceito “Inteligência, Confiança e Crescimento Incremental”, a edição foi desenhada para discutir a próxima fase do Retail Media brasileiro e transformar os debates do evento em uma agenda de prioridades para 2027.
Mais do que acompanhar a expansão do setor, a curadoria pretende discutir as condições necessárias para que Retail Media se consolide como uma infraestrutura de crescimento, conectando mídia, dados, tecnologia e varejo. A tese editorial parte de três desafios: comprovar valor incremental, integrar de forma mais consistente os ambientes físicos e digitais e incorporar inteligência artificial com transparência e responsabilidade.

Uma agenda construída em torno de quatro eixos
A arquitetura estratégica do RM Show 2026 parte de quatro eixos que deverão orientar as decisões do ecossistema nos próximos ciclos: Inteligência, Confiança, Crescimento e Execução.
Em Inteligência, o foco será compreender como a IA passa da experimentação para a operação real, afetando planejamento, criação, ativação, análise e produtividade, ao mesmo tempo em que prepara marcas, varejistas e plataformas para um ambiente no qual agentes de IA também passam a participar da descoberta e da compra.
Em Confiança, entram qualidade e interoperabilidade dos dados, transparência, mensuração, governança, responsabilidades e os mecanismos necessários para que anunciantes consigam comparar investimentos e avaliar resultados.
O eixo de Crescimento tratará da contribuição incremental de Retail Media para marcas e da capacidade das redes de gerar negócios rentáveis e sustentáveis. Já Execução discutirá como conectar canais, capacidades organizacionais, tecnologia e decisões de investimento.
O objetivo é reunir lideranças de varejo, indústria, agências, plataformas, tecnologia e mensuração para transformar tendências globais em decisões concretas de investimento e execução para 2027.
Seis pilares estruturam a curadoria
A programação foi concebida a partir de seis pilares interdependentes. Em vez de organizar o conteúdo somente por tendências ou categorias de fornecedores, cada pilar começa com uma pergunta estratégica que o mercado precisa responder.
1. Crescimento e modelos de negócio
Pergunta central: de onde virá o próximo investimento — e quem conseguirá capturá-lo?
O primeiro pilar discute a evolução econômica das Retail Media Networks. A pauta inclui diferenciação das redes, disputa e complementaridade entre budgets de mídia e trade, rentabilidade, parcerias e modelos de operação.
A discussão pretende sair da lógica de simples disponibilidade de inventário para analisar quais atributos efetivamente constroem uma proposta de valor competitiva para anunciantes e sustentável para varejistas.
2. Mensuração e valor incremental
Pergunta central: como provar que Retail Media gerou crescimento adicional?
Este será um dos núcleos técnicos da edição. A programação abordará incrementalidade, atribuição, aquisição de novos clientes, construção de marca, margem, comparabilidade e validação independente.
A proposta é avançar a discussão para além de métricas isoladas de eficiência e do próprio ROAS, criando um referencial de métricas e evidências capazes de sustentar decisões de investimento.
Isso significa colocar uma questão especialmente relevante para o setor: o resultado observado aconteceu por causa da ativação de Retail Media ou teria ocorrido de qualquer maneira?
3. Jornada omnicanal e o futuro do In-Store Retail Media
O terceiro pilar parte de outra questão estrutural: Como transformar a loja em mídia conectada e mensurável?
Telas, áudio, experiência, criatividade, operação, CRM, programas de fidelidade e integração entre onsite e offsite entram em uma mesma discussão.
O desafio deixa de ser simplesmente instalar ativos de mídia no ponto de venda. A questão passa a ser como transformar o ambiente físico em uma camada conectada à jornada, aos dados e à mensuração, criando condições para escalar o in-store com valor simultâneo para varejistas, marcas e shoppers.
4. Inteligência Artificial e Ecommerce mediado por Agentes
Se a primeira onda de IA aplicada ao Retail Media concentrou-se em automação e produtividade, uma segunda transformação começa a ganhar importância: a entrada de agentes na própria jornada de compra.
O RM Show separará essas duas dimensões.
Na operação, entram planejamento, criação, análise, otimização e agentes capazes de operar campanhas. Na jornada do consumidor, o debate avança para busca conversacional, recomendação, descoberta de produtos e agentes compradores.
A discussão inclui ainda dados de produto, supervisão, autonomia, revisão humana, rastreabilidade e tratamento de erros. O critério proposto para avaliar IA será também econômico: comparar tempo, custo, qualidade e desempenho antes e depois da implementação.
A pergunta que orientará esse eixo é direta: Como a IA muda simultaneamente a operação da mídia e a decisão de compra?
5. Dados, governança e maturidade
Escala sem confiança dificilmente será sustentável.
Por isso, o quinto pilar abordará qualidade dos dados, interoperabilidade, talentos, transparência, responsabilidades e integração entre áreas, buscando identificar quais capacidades efetivamente caracterizam uma Retail Media Network madura.
A entrega pretendida é avançar em direção a uma matriz capaz de analisar diferentes redes e canais sem partir de rankings pré-concebidos.
Um dos recortes será a comparação entre canais como alimentar e farma, observando cinco dimensões: dados e fidelidade; integração entre físico, digital, CRM e mídia; mensuração de atribuição e incrementalidade; modelo operacional entre mídia, trade, vendas e tecnologia; e governança sobre dados, decisões e transparência.
6. Novas verticais e expansão do ecossistema
Retail Media também começa a ultrapassar as fronteiras das categorias nas quais inicialmente ganhou escala. O sexto pilar discutirá onde existe uma oportunidade economicamente defensável para expansão.
Alimentar, farma, beleza, pet, conveniência e segmentos especializados estarão no radar, assim como anunciantes não endêmicos e a ampliação da discussão de Retail Media para Commerce Media.
A curadoria também investigará oportunidades em verticais como beleza, pet e home center; negócios de recorrência, incluindo conveniência, foodservice e delivery; e ambientes de Commerce Media como viagens, mobilidade e finanças. A lógica, porém, não será simplesmente apontar novos mercados, mas analisar audiência, frequência, transação, dados, capacidade de mensuração e proposta de valor.

Da oportunidade econômica à decisão de 2027
A programação foi construída como uma jornada editorial, e não como uma sequência de painéis independentes. A lógica será: oportunidade econômica → prova de valor → execução omnicanal → maturidade e confiança → novas fronteiras → decisões para 2027.
Cada sessão deverá responder a uma pergunta e preparar conceitualmente a discussão seguinte.
Essa arquitetura também explica por que o RM Show pretende colocar diferentes atores na mesma conversa: varejistas e Retail Media Networks; indústria e marcas; agências e consultorias; adtechs, martechs, plataformas de IA, dados e CRM; empresas de mensuração e pesquisa; além de entidades ligadas à governança, privacidade, transparência, padrões e formação profissional.
Programação preliminar da Retail Media Show 2026
A abertura, às 9h, apresenta “A próxima fase do Retail Media brasileiro”, estabelecendo a tese central da edição.
Às 9h15, “Global Outlook: crescimento e novas expectativas” coloca o mercado brasileiro diante das transformações internacionais e das novas exigências de marcas e varejistas.
Às 9h45, “De onde vem o próximo real?” leva a discussão para orçamento, modelos de negócio, competição por investimento e capacidade de diferenciação das redes.
Depois do intervalo, às 11h, “Além do ROAS: crescimento incremental” aprofunda mensuração e a necessidade de separar atribuição de verdadeira incrementalidade.
Às 11h45, “Case sob análise: resultado, método e limites” pretende aplicar a lógica de evidência a um caso concreto, examinando não apenas resultados apresentados, mas também metodologia, comparação e limitações.
À tarde: in-store, maturidade e inteligência artificial
A programação retorna às 13h30 com “In-Store 2027: experiência, escala e mensuração”, discutindo o papel do ambiente físico na construção das novas redes omnicanal.
Às 14h15, “Alimentar × farma: caminhos de evolução” compara capacidades e desafios de duas verticais relevantes para a evolução do mercado brasileiro.
Às 15h, “IA na operação: o que já entrega resultado?” procura separar aplicação concreta de promessa tecnológica, discutindo produtividade, automação e evidências.
Às 16h, “Quando o agente participa da compra” desloca a discussão para o consumidor e para o impacto dos agentes sobre descoberta, recomendação, escolha e transação.
A reta final começa às 16h40 com “Confiança para escalar”, conectando dados, governança, transparência e maturidade.
Às 17h15, “As próximas fronteiras de Retail e Commerce Media” amplia a discussão para novos segmentos, modelos e oportunidades.
O encerramento, das 17h45 às 18h, será dedicado à “Agenda 2027: prioridades de execução”.
Um evento pensado para produzir consequência
A ambição da quarta edição não termina às 19h do dia 2 de dezembro.
O legado proposto é a construção de uma Agenda Retail Media Brasil 2027, consolidando os principais aprendizados e prioridades identificados nos debates, especialmente em mensuração, in-store, inteligência artificial, governança e maturidade.
Para varejistas, a questão será como diferenciar, operar e escalar redes rentáveis. Para anunciantes, como selecionar parceiros e comprovar crescimento adicional. Para agências, como integrar planejamento, canais e avaliação. Para empresas de tecnologia, como resolver gargalos concretos de dados e execução.
O resultado esperado é uma discussão que ajude o mercado a passar de inventário para infraestrutura; de atribuição para incrementalidade; de canais isolados para jornadas integradas; de experimentos de IA para aplicações mensuráveis; e de crescimento de audiência para crescimento econômico demonstrável.
Esse é o racional que sustenta a curadoria do Retail Media Show 2026: Inteligência para decidir. Confiança para escalar. Crescimento incremental para sustentar o investimento.
RETAIL MEDIA SHOW 2026
4ª edição
2 de dezembro de 2026 | Hotel Nacional Inn | São Paulo
Inteligência, Confiança e Crescimento Incremental.
