Evento reunirá varejo, indústria, marcas, agências, tecnologia e especialistas em dados para discutir como a Inteligência Artificial Agêntica pode transformar a loja física em um ambiente capaz de perceber, interpretar, decidir, agir, medir e aprender continuamente.
São Paulo, 18 de setembro — A loja física está deixando de ser apenas o lugar onde a jornada de compra termina. Em um ambiente cada vez mais conectado, mensurável e orientado por dados, ela passa a ocupar uma posição muito mais estratégica: um espaço vivo de descoberta, consideração, decisão, experiência, construção de marca, compra e recorrência.
É a partir dessa visão que nasce A LOJA VIVA — The Agentic Shopper Intelligence Experience, evento dedicado a discutir uma nova geração de In-Store Retail Media, na qual dados, mensuração e agentes de Inteligência Artificial passam a operar conjuntamente para compreender a jornada do shopper e transformar sinais do ambiente físico em inteligência acionável para mídia, experiência e negócio.
A premissa central é romper com a visão tradicional da loja como “fundo do funil”. No conceito de A Loja Viva, a jornada passa por descobrir, explorar, considerar, decidir, comprar e voltar. Assim, a compra é um sinal importante, mas não o encerramento da relação com o shopper.
O objetivo é reposicionar o In-Store Media como uma verdadeira plataforma de inteligência de decisão, capaz de utilizar IA agêntica para interpretar sinais da jornada física e apoiar decisões relacionadas à mídia, experiência e negócio — incorporando à mensuração não apenas vendas, mas também atenção, comportamento, incrementalidade, marca, recorrência e valor futuro.

Da mídia exibida à inteligência sobre o shopper
Um dos principais desafios que o evento pretende enfrentar é a fragmentação atual da mensuração.
Quantas vezes uma campanha foi exibida? Quantas pessoas tiveram oportunidade real de exposição? Quanto tempo permaneceram em determinada zona da loja? Houve atenção ou interação? O comportamento mudou? Houve conversão? A venda foi realmente incremental? A experiência contribuiu para recall ou consideração da marca? O consumidor voltou? Houve impacto sobre frequência, recorrência ou valor ao longo do relacionamento? São perguntas diferentes e não podem ser respondidas pela mesma métrica.
A proposta de A Loja Viva é organizar essa complexidade em um modelo no qual métricas de mídia, comportamento e negócio sejam conectadas. O próprio projeto identifica como dores do mercado a confusão entre ad play, impressão, exposição e venda atribuída; a concentração excessiva em ROAS de curto prazo; a baixa visibilidade dos microcomportamentos entre entrada, exposição e compra; dados de mídia, POS, estoque e CRM operando em silos; e uma utilização de IA ainda muito concentrada em geração de conteúdo, em vez de inteligência para fechar o ciclo de decisão.
Na mensuração de mídia, por exemplo, o programa diferencia Ad Play, Gross Impression, OTS/Viewable e LTS, reforçando que oportunidade de exposição não significa necessariamente atenção. Também coloca como princípio a transparência sobre metodologia, fórmula utilizada para calcular impressões e origem dos dados de tráfego.
Já na camada de comportamento, entram sinais como tráfego por zona, dwell time, atenção, interação, pickup, conversão e retorno, sempre considerando as características da tecnologia e as implicações de privacidade de cada metodologia.

Quatro pilares estratégicos
A programação de A Loja Viva será estruturada sobre quatro grandes pilares. O primeiro, Shopper Intelligence, busca compreender fluxo, contexto, comportamento e momentos de decisão. O segundo, Agentic Orchestration, explora como objetivos e sinais podem ser transformados em próximas melhores ações. O terceiro, Full-Funnel Measurement, conecta mídia, atenção, comportamento, vendas e marca. E o quarto, Continuous Learning, propõe que cada campanha e cada visita produzam aprendizado capaz de melhorar a decisão seguinte.
Essa arquitetura também amplia a discussão sobre métricas. Em vez de uma leitura limitada à entrega da mídia ou à transação final, o evento trabalhará um Measurement Stack que parte de mídia — reach, impressions, frequency e OTS — e avança por comportamento, transação, marca, relacionamento e, como fronteira estratégica, Lifetime Value.
Dessa forma, entram na mesma discussão métricas como dwell, interação, descoberta, pickup, conversão, basket, sales lift, iROAS, recall, awareness, consideração, recomendação, recorrência, frequência, retorno, retenção e LTV. O próprio projeto ressalva que recorrência e LTV representam uma extensão estratégica da proposta para além das métricas de mídia, engagement e vendas.

A inteligência nasce da integração dos sinais
Para que essa visão seja possível, a loja precisa ser compreendida como uma arquitetura de sinais.
O modelo apresentado por A Loja Viva reúne cinco grandes conjuntos de informação: mídia, incluindo campanha, criativo, zona e frequência; ambiente, como tráfego, dwell, horário e exposure zone; comportamento, envolvendo atenção, interação, pickup, trajeto e retorno; comércio, com POS, SKU, basket, preço e promoção; e negócio, incluindo estoque, margem, categoria, CRM/loyalty quando disponível e brand lift.
A arquitetura prevê que esses dados sejam tratados com governança, consentimento quando aplicável e minimização de dados. É dessa integração que os agentes podem passar da simples observação para a inteligência operacional: compreender o contexto da loja, identificar padrões, avaliar restrições comerciais, selecionar a ação mais adequada, ativá-la e posteriormente medir seu efeito.
Agenda: um dia para repensar a inteligência da loja física
Com programação prevista das 09h00 às 17h00, A Loja Viva será construída como uma jornada de conhecimento e experimentação, avançando da mudança de mindset para aplicações práticas de mensuração e IA agêntica.
A agenda proposta contempla:
09h00 — Opening Experience: manifesto A Loja Viva e a provocação “The Death of the Funnel”
09h20 — Keynote: From Point of Sale to Point of Intelligence
10h00 — Shopper Intelligence: jornada física, zonas, sinais, dwell, atenção e decisão
10h40 — Break / Living Store Experience
11h00 — Measurement Masterclass: impressões, OTS/LTS, comportamento, lift e incrementalidade
11h40 — Meet the Agents: apresentação dos agentes Shopper, Media, Creative, Merch, Brand e Measurement
12h30 — Almoço e networking
13h30 — The Influence Lab™: demonstração de sinais → agentes → ativação → mensuração
14h15 — Brand × Retailer Panel: condições necessárias para escalar o modelo
15h00 — Break / Living Store Experience
15h20 — Beyond ROAS: marca, recorrência, cohorts e LTV
16h00 — Build the Living Store: dados, integrações, governança e pilotos
16h35 — Finale: The Store Is Alive e chamada para construção dos primeiros pilotos.
Um dos momentos centrais será o The Influence Lab™, concebido para tornar a tese tangível: mostrar uma alteração de contexto na loja, fazer os agentes interpretarem sinais e restrições, executar uma ativação e, finalmente, confrontar o resultado observado com a mensuração.
O ponto central da demonstração será mostrar que a melhor decisão não é necessariamente a peça com maior CTR ou a ativação associada à maior venda bruta. A inteligência precisa considerar simultaneamente objetivo, contexto, estoque, experiência do consumidor, marca e evidências de incrementalidade.
Quem a Loja Viva pretende reunir
Por sua natureza transversal, o encontro será direcionado aos principais decisores responsáveis pela transformação do Retail Media e da experiência física: CEOs, CMOs, CROs, CTOs, CDOs e lideranças de Retail Media; executivos de varejo e indústria; heads de trade marketing, shopper marketing, mídia, marketing, CRM, loyalty, insights e e-commerce; marcas e anunciantes; agências de publicidade e mídia; empresas de AdTech, MarTech e RetailTech; plataformas de dados e mensuração; especialistas em IA e visão computacional; institutos de pesquisa; empresas de digital signage e DOOH; consultorias; acadêmicos e profissionais ligados à inovação do varejo.
A intenção é colocar na mesma conversa quem possui a audiência, a mídia, os dados, as marcas, a tecnologia e os objetivos de negócio: condição fundamental para que In-Store Retail Media evolua de inventário de comunicação para infraestrutura de inteligência.

Resultados esperados
Ao final do encontro, a expectativa é que os participantes tenham uma visão mais estruturada de como sinais → ação → mensuração → aprendizado podem compor um novo modelo operacional para a loja física.
Entre os resultados previstos estão a mudança de mindset sobre o papel da loja na jornada; uma linguagem comum para métricas de mídia, comportamento, vendas e marca; maior clareza sobre conceitos como impressão, OTS, dwell, atenção, conversão, lift e incrementalidade; compreensão concreta de onde agentes de IA podem assistir ou automatizar decisões; e evolução das conversas comerciais de inventário e CPM para crescimento, marca, recorrência e valor. O programa também busca estimular novos briefs, pilotos e estudos de mensuração entre marcas e retailers.
Uma nova definição para a loja
A provocação que orienta A Loja Viva é simples:
A loja não é onde a jornada termina.
É onde intenção vira comportamento.
Onde comunicação encontra contexto.
Onde marca encontra decisão.
E onde cada interação produz um novo sinal.
Com IA, esses sinais podem deixar de ser apenas rastros da jornada para se transformar em aprendizado.
A loja passa a perceber.
A compreender.
A decidir.
A agir.
A medir.
E a aprender.
É essa evolução, do ponto de venda ao ponto de inteligência, que A Loja Viva pretende colocar no centro da próxima discussão sobre Retail Media no Brasil.

A LOJA VIVA — The Agentic Shopper Intelligence Experience
Data: 22 de outubro
Horário: 09h00 às 17h00
Local: FIA BUSINESS SCHOOL
Realização: ABRAMEDIA
Informações e credenciamento: [email protected]
Sobre A Loja Viva
A Loja Viva — The Agentic Shopper Intelligence Experience é uma plataforma de execução, conteúdo e experiência dedicada à evolução do In-Store Retail Media por meio de Shopper Intelligence, Inteligência Artificial Agêntica, mensuração full-funnel e aprendizado contínuo. Sua tese central é que a loja física não representa o encerramento da jornada de compra, mas um ambiente vivo de descoberta, decisão, experiência, memória e recorrência.
